segunda-feira, janeiro 08, 2007


(ATENÇÃO: esta crítica do filme BABEL é da autoria da Marta do blog A MINHA PÁGINA)


“Babel” pensei realmente que tinha deitado “dinheiro à rua”.

Os primeiros minutos do filme surpreenderam-me, pois mostram um marroquino com um embrulho a caminhar, indiferente ao calor, por um lugar ermo.
Quem é e o que faz? O que é o embrulho? E, porque é que estão a falar, não em inglês, mas sim num dialecto marroquino e mesmo em japonês?
Mas, lentamente, começamos a ter uma resposta a essas perguntas.
O embrulho é uma arma, um negócio perfeito para quem leva uma vida miserável. Uma quantia em dinheiro e uma cabra e sente-se um homem rico.
Mal sabia ele como aquela arma ia mudar a vida dele e de outras pessoas, ou seja:

Os dois rapazes marroquinos que, com a fanfarronice própria da idade, “brincam” com a arma...
O casal americano, com problemas de comunicação e atingido pela “brincadeira” – ela ferida e ele desesperado, no meio do deserto sem saberem como a evacuar para uma clínica, pois as autoridades americanas e marroquinas não chegam a um acordo. Os americanos insistem que se trata de um ataque terrorista, mas os marroquinos garantem ser um incidente isolado...
A ama mexicana que leva, sem conhecimento e autorização dos pais, as crianças para o México e as consequências desse acto, que são desastrosas...
A surda-muda japonesa, que vive obcecada com o suicídio da mãe e é incapaz de dizer ao pai, grande caçador e que oferece ao seu guia marroquino a “maldita” arma, como se sente só...

Histórias de vidas interessantes, aparentemente sem sentido, mas que, encaixadas umas nas outras, explicam as atitudes e as reacções de cada um…
Até a brutalidade da polícia marroquina, o paternalismo da americana e a educação exagerada da japonesa…
Como diz a ama mexicana, a certa altura e, que na minha opinião, resume a mensagem do filme:
“Apenas fiz uma coisa estúpida” e todos nós já fizemos qualquer coisa que influenciou o rumo da nossa vida.

“Babel”, com Brad Pitt e Cate Blanchett, bem apoiados por um elenco de actores marroquinos, japoneses e mexicanos, é um filme diferente e muito bem conseguido.

(O Fundamentalidades voltou ao cinema desta vez através de uma crítica do filme BABEL, feita pela Marta do blog A MINHA PÁGINA . Alguém já viu o filme? Com que impressão ficaram? Ou preferem falar de outros filmes que tenham visto recentemente? Aceitam-se críticas...)


19 Comments:

At janeiro 09, 2007 11:56 da manhã, Blogger Isabel Filipe said...

Ainda não vi ...

mas já me despertaste a curiosidade e não deixarei de o fazer ...

bj

 
At janeiro 09, 2007 2:24 da tarde, Blogger brettinha do campo said...

olá outra vez!
ainda nao vi o filme!
nem fazia tençao de lá ir!!!
mas sendo assim talvez o ponha na minha agenda!
bj

 
At janeiro 09, 2007 2:25 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Pois... Alexandre, eu também não vi, mas se a lição é essa "que todos já fizemos alguma coisa que tenha mudado a nossa vida"
é uma optima visão, pena é que nem sempre ou raramente se possa voltar, para refazer algo...
beijo

 
At janeiro 09, 2007 3:31 da tarde, Anonymous Anónimo said...

antes de mais, obrigado pelos elogios ao meu tipo de escrita lol

quanto ao filme...ainda nao o vi, mas pelo que ja me contaram deu para perceber que rende ir ver...

abraço

 
At janeiro 09, 2007 8:38 da tarde, Blogger HelloCátia said...

OLA AMIGO!!!
NAO VI NEM CONHECIA O FILME... MAS DEU.ME UMA CERTA CORIOSIDADE EM VE-LO----
MUITAS BEIJOCAS GRANDESS

 
At janeiro 09, 2007 9:33 da tarde, Blogger Kalinka said...

Alexandre
eu sou uma verdadeira desgraça...ou 8 ou 80, pois tinha que vir até cá e...o tempo passava e nada. Hoje vim e...fujam!!!
No post anterior deixei 3 comentários...e, neste vou deixar apenas 1, não quero abusar.
Mas...os dias não correm como nós pensamos, acontece que se eu não vier cá, acredita que é motivo de força maior que me impede de cá vir. Estou há 2 dias sem conseguir me sentar, nem andar, nem dormir - uma crise horrível do nervo ciático
levou-me ontem ao hospital; estou a fazer tratamento injectável e mais qq coisa...mas, é quase impossível estar na net.
Agora:
este FILME já estava na minha lista de prioridades antes de ler o que a Marta escreveu, e...assim que puder vou ver.
Muito obrigado pela tua informação sobre o Paris...je t'aime.
Já o foste ver? achas que vale a pena? diz-me algo.
O último filme que vi, foi «Dejá vu», na semana passada e adorei...
Beijokas.

 
At janeiro 09, 2007 10:40 da tarde, Blogger Cristina said...

Depois de uma belíssima dose de "Apocalypto", cheira-me que este filme vai merecer a minha presença na sala de cinema... (não contes a ninguém que não cheguei a ir ver o "Casino Royale"... shiu... é o nosso segredo).

 
At janeiro 09, 2007 11:26 da tarde, Blogger sónia said...

"apenas fiz uma coisa estupida"...acertaste em cheio na frase do filme...
gostei..esta mmt bem feito..tudo esta encadeado..ate o gesto mais simples...eu ja n gostava de m filme ha algum tempo...
ha um outro q gosto mt tb nesta onda: favores em cadeia, com a helen hunt. o kevin spacy e o miudo do sexto sentido..

 
At janeiro 09, 2007 11:55 da tarde, Blogger angel bar said...

Olá Alex, vi Babel na fila A a semana passada. Grande filme, de poder nobre e muita reflexão. Lembrou-me um dos meus preferidos "Colisão", mas agora, cruzando vidas e destinos de pessoas em diferentes partes do planeta. O filme marcou-me de tal forma que tenho ponderado sobre a história várias vezes. Inúmeras passagens desafiam-me a memória e levam-me a pensar no mundo pequeno em que vivemos e em como um acto de agradecimento se pode tornar numa "coisa estúpida" e afectar uma série de vidas. Como é possível ? Aconselho vivamente, especialmente aos bons pensadores...

 
At janeiro 10, 2007 4:17 da tarde, Blogger Alexandre said...

RUI,

vi mesmo agora o teu comentário. Obrigado.

Mas não consigo chegar ao teu blog, dá-me página não encontrada... espero que não tenha a ver com aquele bug de ontem no blogspot...

Um abraço!!!!

 
At janeiro 10, 2007 6:39 da tarde, Blogger Teresa David said...

Tem graça que já outras amigas me falaram do filme, que ainda não vi, mas tenciono ir o mais rápido possível.
Entretanto estive separada deste convívio pois o meu computador teve de ir para o estaleiro pois os virús invadiram-no. Agora "melhorzinho" aqui estou nas minhas visitas, e já postei uma nova pequena coisa.
Bjs
TD

 
At janeiro 10, 2007 9:45 da tarde, Blogger deep said...

Ainda não vi... mas quero ver! oh se quero!!!

beijos

 
At janeiro 10, 2007 10:18 da tarde, Blogger Andreia said...

Não vi, mas deve ser interessante!

 
At janeiro 10, 2007 10:40 da tarde, Blogger Al Berto said...

Viva Alexandre:

Um filme a ver, sem dúvida.
Espero, no entanto, que os críticos me não defraudem as espectativas... há diferentes critérios de exigência ao ver um filme.

Um abraço,

 
At janeiro 10, 2007 11:28 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Olá Alexandre:

Ainda não vi o filme, mais um em lista de espera... Reconheço que estou bastante curiosa.E esta crítica aguçou-me o apetite!

Bjs. Boa semana.

 
At janeiro 10, 2007 11:48 da tarde, Blogger Jonas Prochownik said...

Alexandre, esse filme ainda não está sendo exibido no Brasil,mas gostaria de assistir pelo excelente elenco.
Essa música que toca aqui em seu blog é lindíssima.

 
At janeiro 11, 2007 12:02 da manhã, Blogger InConfidências said...

Alexandre,obrigada pela visita!

Eu já vi e gostei!
O filme é íntegro,bem filmado,bem montado bem produzido e consistente do início ao fim. Um pouco tenso mas muito bom, mostra mais uma vez as tristes conseqüências que pode ter um ato isolado e até aparentemente inofensivo.Brad, Cate e Gael, como sempre, MARAVILHOSOS!

(GRANDE POSTAGEM.

Abraços!

 
At janeiro 11, 2007 2:03 da tarde, Blogger Santa said...

Li seu comentário no blog Estados Gerais e resolvi conhecer o seu Fundamentalidades. Muito bom! Parabéns! Tão rico que terei que voltar mais vezes para ler todos os textos que me despertaram interesse.

Beijos aqui do Brasil.

 
At janeiro 16, 2007 3:13 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Na minha opinião é um filme a não perder. Senti-me agarrada à história desde o início, a questão da comunicação, burocracia e da globalização são temas para reflexão.

 

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