Esta crítica sobre o filme «SCOOP» é da autoria da Marta de A Página da Marta:
“Scoop” – em termos jornalísticos significa um “furo”, “notícia bombástica, sensacionalista” , capaz de derrubar um partido, um governo, uma empresa conceituada, um empresário e azar dos azares, no filme de Woody Allen com o mesmo nome, quando descobre isso, o jornalista está morto, na barca que atravessa o mar da eternidade… Como, enquanto vivo, ele perseguia até às últimas consequências as pistas para obter o exclusivo, e a dica que teve sobre o assassino do tarot é boa demais para se perder, aparece a uma estudante americana de jornalismo (Scarlett Johansson), em férias em Londres, que assiste ao espectáculo de magia de Splendini (Woody Allen) e está a participar como voluntária num dos seus truques.
Claro que ela fica curiosa com a aparição e com as informações e com a ajuda relutante de Woody Allen, um mágico envelhecido e um pouco acomodado, começa a investigar o suspeito, que não é nada mais, nada menos do que Lord Peter Lyman, um jovem e promissor político.
Com a ajuda da amiga, consegue insinuar-se e movimentar-se no mesmo meio do jovem empresário e político, mas, tudo o que descobre parece ter uma explicação lógica e é, como lhe diz um jornalista experiente, mera especulação que a poderá prejudicar seriamente na carreira. Até porque a polícia diz ter capturado o assassino do tarot….
O apaixonar-se pelo jovem empresário e político é previsível e os planos de um futuro a dois começam a ganhar forma, e é, portanto Splendini, a quem o jornalista morto volta a aparecer, que encaixa as últimas peças do puzzle.
Quem é na verdade Lord Peter Lyman – vão ver o filme, simples, com uma história bem estruturada e interpretada, com Scarlett Johansson a mostrar o que vale como actriz, pois aparece como uma estudante, cheia de sonhos, descuidada, pouco preocupada com a sua imagem.
Marta Maria Teixeira
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E AS GARGALHADAS, HERMAN?
Tal como Woody Allen, Herman José habituou-nos a rir... por isso é normal que em cada programa dele nós queiramos rir, exijamos que ele e os seus actores nos façam rir!!!
Mas não foi isso que aconteceu na semana passada na estreia de Hora H, o novo programa do Herman: vi o programa do princípio ao fim e não dei uma única gargalhada, nem sequer esbocei um ligeiro sorriso, embora saiba de pessoas que se fartaram de rir... Por mim, espero estrear o riso no programa de hoje, mas pelo que vi pelo 1.º episódio estou muito céptico.
Se Herman precisa de alguém que lhe escreva os textos, eu faço um preço baratinho, não é que eu tenha muito sentido de humor mas acho que poderia fazer melhor que por um actor todo nu durante vários minutos em várias cenas, à mistura com os risinhos não contidos de Ana Bola - aqui uma ressalva para a Ana Bola cujos sketches semanais na TSF estão fantásticos! Quanto a este novo actor a trabalhar com o Herman- e que faz mais de 50% do programa - acho que lhe vai acontecer o mesmo que ao Nuno Lopes: em breve estará numa telenovela brasileira, com certeza... não só para fugir ao Herman mas porque parece que o puto tem talento (estou a falar de talento de actor, dos outros «talentos» não tenho opinião formada, hehehe...).
Mas para dizer a verdade, e a julgar pela estreia, ainda não percebi que tipo de programa é o Hora H, se é uma comédia, se é entretenimento ou se é uma tragédia!!!! Neste momento vejo mais o Herman como entrevistador, penso que nas entrevistas ele ainda tem espaço na TV em Portugal. Para remakes do Tal Canal ou Humor de Perdição, já não tem hipótese, pois o humor televisivo em Portugal mudou - e muito - nos últimos anos.
Mesmo assim vou querer ver o programa de hoje do Herman,só espero que a SIC não se lembre de o por a concorrer directamente com os Gato Fedorento!